Thursday, June 16, 2011

Diferenças entre ações musculares concêntrica e excêntrica


Artigo muito bom...
Diferenças entre as ações musculares concêntrica e excêntrica
Vandeir Gonçalves Silva

07/06/2004
Introdução

A atividade locomotora é a combinação de diferentes formas de ações musculares, que também podem ser encontradas de forma isolada.
Na forma isolada temos três tipos de ações musculares diferentes: isométricas, concêntricas e excêntricas. Na forma combinada temos, por exemplo, um ciclo alongamento-contração, onde uma ação excêntrica precede imediatamente uma ação concêntrica, fato facilmente notado quando analisamos passos de uma caminhada ou a manipulação de algum objeto que nos cerca.
Entretanto existem várias diferenças entre ações musculares concêntricas e excêntricas, que repercutem de maneira diferenciada no organismo humano, fato que deve servir de fonte embasadora para a manipulação de variáveis durante a prescrição de atividades físicas para a população em geral, ou para a planificação do treinamento de atletas.
Ações musculares concêntricas ocorrem quando há o encurtamento de um músculo envolvido em determinado movimento (quando erguemos um peso). Ações musculares excêntricas ocorrem quando os músculos envolvidos no movimento alongam-se de forma controlada (quando abaixamos um peso). Ocorre uma ação muscular isométrica quando um músculo é ativado e desenvolve força sem causar movimento em uma articulação (1,2). Este modo de ação é à base da manutenção postural (3).
Apesar de definirmos aqui ações musculares isométricas, neste texto iremos tratar apenas a respeito das diferenças apresentadas entre ações musculares concêntricas e excêntricas.

Fisiologia neuromuscular

O tipo de ação muscular empregada oferece diferentes estímulos ao sistema neuro muscular. Estudos verificaram através de menor ação eletromiográfica, que ações excêntricas ativam um menor número de fibras musculares (4).
Menos unidades motoras recrutadas indicam que mais força por unidade de músculo é produzida, e menos estimulação neural é necessária para a realização do movimento, mostrando uma eficiência neuromuscular maior das ações excêntricas (4, 5). É sugerido que as adaptações neurais se dão de forma mais rápida quando se dá ênfase na fase excêntrica (6).
Menos unidades motoras recrutadas, usando o mesmo limiar de despolarização pode ser o fator responsável por este fenômeno (7). Este conhecimento pode ser usado, por exemplo, para a manipulação de variáveis durante a reabilitação de um membro lesionado.
Apesar desta maior eficiência neuro muscular, o treinamento com ênfase excêntrica não levará necessariamente a um maior ganho em força, pois a adaptação neuro muscular se dá de forma específica e diferenciada para ambas ações musculares (4).
Estudos falharam em mostrar superioridade para o treinamento com ênfase excêntrica em aumento de força superior ao treinamento tradicional (concêntrico-excêntrico) em sujeitos treinados. Grupos que treinaram de forma tradicional ou com ênfase na fase excêntrica, não mostraram diferença significativa em aumento de força entre grupos para os flexores do cotovelo, além de não apresentarem aumento de força isométrica também (6).
Já Dudley at al mostraram que maior ganho de força dinâmico ocorre quanto são usadas ações concêntrico-excêntricas em um programa de treinamento resistido (4).
Estes fatos mostram uma grande especificidade nos ganhos de força para cada tipo de ação muscular treinada como forma de resultado em se aprender a recrutar músculos para executar um tipo determinado de ação (1).
Regimes de treinamento que não oferecem um tipo de ação muscular podem não preparar este indivíduo para cargas específicas que ocorrem durante as atividades esportivas ou mesmo as atividades diárias (6).
Para as ações concêntricas temos então um maior recrutamento de unidades motoras, induzidas por uma maior ativação simpática, o que acarreta em uma demanda energética maior (5).

Bioquimica

Como já foi dito, um pequeno número de fibras é ativado para gerar força excêntrica em comparação à geração concêntrica. Alta carga em um número relativamente pequeno de fibras pode causar rupturas, acompanhadas de uma resposta inflamatória, com inchaço e dor (8).
Ações excêntricas repetidas podem causar danos ao músculo induzindo ulcerações temporárias, causando demora na recuperação e prejuízo transitório na produção de tensão, o que geralmente se manifesta depois de seis ou doze horas após a prática de exercícios e persiste por vários dias (8,3). A tensão gerada pelo alongamento, ou pela destruição de elementos passíveis, pode explicar o alto potencial para danos musculares das ações excêntricas (3).
Estas fibras são facilmente identificadas pelo alto nível de enzimas intramusculares encontradas no sangue durante os dias de exercício excêntrico e pela evidência histológica da ruptura de sarcômeros e do fluxo da linha Z dos músculos afetados (8).
Apesar do acima exposto, o pH não se mostrou diferente entre os modos de contração muscular (3).
Ações concêntricas induzem ao maior esforço metabólico dos três modos de ações musculares, associadas à ativação do metabolismo aeróbio, ocorrendo maior freqüência de hidrólise de ATP, contra uma menor síntese de ATP nas ações excêntricas (3).

Hormônios

Os hormônios, principalmente GH, testosterona e cortisol, são sensíveis ao estresse do treinamento resistido e exercem vários papéis no estado anabólico e catabólico de diferentes tecidos (como o muscular), incluindose a estimulação a síntese protéica. A magnitude com que isto ocorre, pode ser afetada pelo volume e intensidade do treinamento, grupamentos musculares envolvidos, seleção de exercícios, pelo tamanho do período de descanso entre as sessões e pelo tipo de ação muscular (4,5).
Um aumento agudo de GH foi significativamente maior seguido por um protocolo de treinamento concêntrico que em um protocolo de treinamento excêntrico, tendo permanecido elevado mesmo após quinze minutos. O acúmulo de íons de hidrogênio produzido pelo aumento de acidose pode ser um dos primeiros fatores influenciadores pela liberação de GH durante o treinamento resistido. Concentrações maiores de lactato foram encontradas em um protocolo de treinamento concêntrico (4).
A diferença no recrutamento de unidades motoras pode causar um estres neural diferente, que pode também afetar a magnitude da secreção de GH (4).
O GH esta envolvido no controle homeostático de variáveis dinâmicas, como as gorduras e as proteínas (4). Ainda assim, a administração de GH não se mostrou muito eficiente no aumento de tamanho ou de força muscular, apesar de hipoteticamente poder colaborar no processo de hipertrofia (ver GH – mitos e verdade). A testosterona se mostrou muito mais potente na estimulação do processo de hipertrofia (5).
Não foram encontradas diferenças significativas nos níveis de testosterona entre ações excêntricas e concêntricas, com cargas constantes (5), apesar de ser notado um pequeno aumento na testosterona total em relação aos níveis de repouso após um protocolo de treinamento concêntrico isocinético. Não foi encontrada diferença nos níveis de cortisol (4,5).

Considerações finais

Fica assim evidente o quão meticuloso pode ser o treinamento esportivo. O controle de variáveis aparentemente simples como as aqui expostas, podem levar a repercussões fisiológica, bioquímicas e hormonais bem distintas.
Não cabe dentro de uma abordagem sistêmica o controle de quaisquer variáveis, sem uma fundamentação que dê suporte ao ato. As diferenças aqui colocadas podem então facilitar ou mesmo nortear prescrições e intervenções, sempre na busca de uma maior e melhor qualidade no conhecimento do todo.

Referências bibliográficas

(1)FLECK, Steven J. e KRAEMER, William J; fundamentos do treinamento de força muscular. Ed. Artmed 2002.
(2)ZATSIORSKY, Vladimir M; ciência e prática do treinamento de força Ed. Phorte 1999.
(3)RYSCHON, T. W., FOWLER, M. D., WYSONG, R. E., ANTHONY, A. R., and BALABAN R. S. efficiency of human skeletal muscle in vivo: comparison of isometric, concentric, and eccentric muscle action. J. appl. Physiol. 83 (3): 867-874, 1997.
(4)KRAEMER, W. J., DUDLEY, G. A., TESCH, P. A., GORDON, S. E., HATHER, B. M., VOLEK, J. S., and RATAMESS, N. A.; the influence of muscle action on the acute growth hormone responses to resistance exercise and short-term detraining. Growth hormone & IGF research 2001, 11, 75-83.
(5)DURAND, Robert J., CASTRACANE, V. Daniel, HOLLANDER, Daniel B., TRYNIECKI, James L., BAMMAN, Marcas M., O’NEAL, Sarah, HEBERT, Edward P., and KRAEMER, Robert R.; hormonal responses from concentric and eccentric muscle contractions. Medicine & science in sports & exercise 2003.
(6)BARSTOW, Ian; BISHOP, Mark; KAMINSKI, Thomas W.; is enhanced-eccentric resistance training superior to traditional training for increasing elbow flexor strength? Journal of sports science and medicine 2003, 2, 62-69.
(7)FARINATTI, Paulo de Tarso V; MONTEIRO Wallace David; fisiologia e avaliação funcional, ed. Sprint, 2000.
(8)MAUGHAN, Ron; GLEESON, Michael & GREENHAFF, Paul L. bioquímica do exercício e do treinamento. Ed. Manole 2000.

Bibliografia consultada
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Trekking




É o mais simples dos esportes de aventura. Consiste de uma caminhada, na qual se vai de um ponto a outro por meio de trilhas. Os percursos podem ser menores, cumpridos em poucas horas, ou bem longos e levar dias.

O caminho de Santiago de Compostela é um dos trekkings mais tradicionais do mundo. A travessia tem 746 quilômetros, começa na França, passa pelo norte da Espanha e termina na Galícia, província no noroeste da Espanha.

Pré-requisitos

“O trekking exige leve condicionamento cardiovascular e muscular, além de utilizar poucos equipamentos de segurança e ser a atividade mais similar ao cotidiano”, explica Arilson Soares, preparador físico especialista em fisiologia do esporte.

Benefícios

Além da melhora da resistência cardiovascular, a prática do trekking ajuda a fortalecer a musculatura das pernas.

Equipamentos

Calçados: são os acessórios mais importantes do trekking. Precisam ser resistentes e confortáveis.
Calças: prefira os tecidos sintéticos que permitam a evaporação da água com rapidez.
Mochilas: o tamanho está relacionado ao tempo do trekking. Para as travessias curtas, uma de 5 litros é suficiente. Evite levar excesso de bagagem.
Bastão de caminhada (stake): utilizado como apoio durante as travessias, em especial nas descidas.
GPS (Global Positioning System): espécie de bússola digital que facilita traçar caminhos por meio de imagens enviadas por satélite. Pode ser bastante útil no trekking.
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Tuesday, June 14, 2011

PARA VOCÊS SE INSPIRAREM!


Famosos que praticam Pilates

Carolina Diekman

                                                       

                                                           Iran Malfitano


                                             

             Ana Lima

Cecília Dassi


Danielle Winits

            







     Deborah Secco




                                    Luiza Brunet






E ai, gostaram?
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Thursday, June 9, 2011

Hipertrofia Muscular


A hipertrofia muscular significa o crescimento dos músculos num indivíduo. Este crescimento é mais acentuado durante a puberdade, que é a altura de maiores crescimentos no ser humano. Quando termina a adolescência, termina também o crescimento muscular. Durante esta altura, a idade da criança e a alimentação que toma são fundamentais para determinar a velocidade da hipertrofia muscular.

Além dos factores biológicos do ser humano, a hipertrofia muscular pode ser forçada, através de esteróides anabolizantes, de treinos de musculação para hipertrofia e alguns tipos de exercícios de alta intensidade e curta duração, como a corrida de velocidade dos 100m. Já os exercícios de baixa intensidade e longa duração não causam a hipertrofia muscular.
Treino de musculação para hipertrofia

Existem treinos de musculação específicos para proporcionar a hipertrofia, que são constituídos por exercícios de hipertrofia e séries de musculação ligeiramente diferentes dos outros tipos de treino.

Com as cargas proporcionadas aos músculos, ocorre o crescimento para que o corpo se adapte a estes novos esforços, sabendo porém que a hipertrofia muscular pode aumentar os músculos sem aumentar muito a força física.
Alimentação para hipertrofia

Como para qualquer crescimento muscular, o aumento da quantidade de proteínas ingeridas é fundamental para a hipertrofia. Se quiser conhecer mais acerca dos benefícios da proteína, veja uma dieta de proteínas.

O princípio do aumento da carga sobre os músculos é o mais importante na hipertrofia, por isso os treinos devem ser a primeira coisa a analisar. Existem algumas teorias acerca dos planos de treinos específicos, mas geralmente considera-se que fazendo exercícios acima das 15 repetições representa pouco esforço para o músculo a trabalhar, não sendo por isso indicado para estimular o crescimento.
Quando acontece a hipertrofia

A hipertrofia muscular acontece devido a um micro trauma nas fibras musculares, devido ao esforço colocado nos músculos, obrigando o corpo a responder compensando com a substituição do tecido estragado e colocando mais tecido para que o risco de lesão seja mais reduzido no futuro. Daí a importância da carga progressiva, já que os músculos adaptam-se a pesos mais elevados e o atleta é obrigado a continuar a aumentar o peso ou diversificar os exercícios para não cria habituação.

Com a ajuda das proteínas, o corpo consegue restabelecer os tecidos musculares danificados.

A hipertrofia muscular é cada vez mais usada por praticantes de musculação mais avançados, para conseguirem melhores resultados em menos tempo. Mas como se viu, não existe nenhum exercício que seja feito sempre da mesma forma e que dê sempre resultados. O truque é a diversificação da carga sobre os músculos. O resultado é um corpo perfeito…
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Atividade Física na Terceira Idade


A prática de atividade física na terceira idade está se tornando um fenômeno cada vez mais comum. Isso porque praticar atividade física melhora a qualidade de vida das pessoas em idade avançada.

Segundo estudos, o aumento da resistência e da força muscular são alguns dos benefícios da prática de atividade física, pois pode trazer resposta muscular rápida e eficiente. Por isso centros especializados em reumatologia estão investindo em espaços destinados ao condicionamento físico e exercícios físicos para na terceira idade.

Algumas mudanças são comuns com o envelhecimento, como o aumento na quantidade de gordura no organismo, diminuição da força muscular e diminuição da massa muscular, osteoporose (diminuição da massa óssea), ligamentos e tendões mais fracos, diminuição dos reflexos de ação e reação, diminuição da coordenação, habilidade motora e da aptidão física.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, aproximadamente 5% de quedas que acometem idosos levam a fraturas, sendo que as mulheres fraturam mais que os homens. Quando não ocorre fratura, a dor e a redução dos movimentos podem causar isolamento pela diminuição da autoestima, tanto pela queda quanto pelo aumento da dependência.
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Wednesday, June 8, 2011

Dicas para seguir dietas equilibradas


Algumas dicas para seguir deitas equilibradas:

* Focalizar em frutas. Coma uma variedade de frutas. Dê preferência às frutas ao invés de sucos. Para uma dieta de 2.000 calorias vocês precisará de em torno de 2 xícaras de frutas por dia (por exemplo 1 banana, 1 laranja grande e mais 1/4 de xícara de pêssegos).

* Variar nos vegetais. Coma mais feijões e ervilhas; vegetais verde-escuros como brócolis e couve; vegetais laranja como cenoura, batata-doce e abóbora.

* Ingerir alimentos ricos em cálcio. Obtenha diariamente 3 xícaras de laticínios com pouca gordura ou livres de gordura.

* Ter metade dos grãos integrais. Coma pelo menos 85 gramas de cereais integrais diariamente.

* Procurar a proteína magra. Escolha carnes magras cozidas, assadas ou grelhadas. Adicione variedade às proteínas - com mais peixe, feijões, ervilhas, nozes.
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